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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

ATIVIDADES DE ORTOGRAFIA - RELACIONAR MUDANÇAS DE SENTIDO , FOCALIZAÇÃO E INTENCIONALIDADE A MUDANÇAS FORMAIS OPERADAS EM UMA FRASE...,6° ANO


1-Complete as palavras abaixo com s ou z.
Agoni__ar            ameni_ar                  finali__ar              simboli__ar
Ali_ar                   bri__a                       ideali__ar             moderni_ar
Preci_ar               improvi_sar              fri_ar                     universal_ar
Coloni_ar             pi_ar                         revi_ar                  televi_ar
Pesqui_ar            dramati_ar                fiscal_ar               anali_ar

Agonizar- amenizar – finalizar- simbolizar
Alisar – brisa-  idealizar- modernizar
Precisar- improvisar-  frisar-  universalizar
Colonizar- pisar- revisar- televisar
Pesquisar- dramatizar- fiscalizar- analisar

2- Use ch ou x nas palavras abaixo:
_uva                    _over               _an_ada             _iar
En_oval               en_ada            mo_ila                 en_imento
_ute                     fle_a                 _oque                 cai_a
En_ofre               amei_a             aga_ar                ca_o

Chuva-  chover- enxada- chiar
Enxoval-  enxada-  mochila- enchimento
Chute- flecha - choque- caixa
Enxofre- ameixa- agachar- cacho

3- Complete as palavras abaixo com s, ss, x ou z.
En_opar   s           e_ame      x        a_umir   ss       a_edo  z
Láte_    x               e_ílio              de_oito         refle_ão  x
Discu_ão    ss      a_eitona    z      _ideral    s          conte_to  x
Crucifí_o           a_ul       z          _intoma    s       a_pirar  s

4- Acentue os monossílabos tônicos:
Ca       so     tez      si      sol

Pas     fe      fez      la     paz

ATIVIDADES DE GRAMÁTICA – FLEXÕES DO VERBO – RELACIONAR MUDANÇAS DE SENTIDO, FOCALIZAÇÃO E INTENCIONALIDADE EM UMA FRASE: ALTERAÇÕES DE SINAIS DE PONTUAÇÃO, ORDEM DE COLOCAÇÃO, CONCORDÂNCIA, TRANSFORMAÇÃO DE SINTAGMAS...,6° ANO

1- Leia as frases, copie os verbos empregando- os em frases:

A- Havia um gato em cima do telhado.
Havia

B- Eu abri as janelas para entrar um pouco de ar.
Abri, entrar

C- Dei um beijo nela e olhei para a caixa.
Dei, olhei

D- Nós nos vimos em apuros quando mamãe chamou.
Vimos, chamou

2- Classifique os verbos destacados em:
- Verbos de ação;
- Verbos de estado;
- Verbos que indicam fenômenos da natureza.

A- A moça é balconista.
Estado

B- Comprei frutas.
Ação

C- Trovejou a noite toda.
Fenômeno da natureza

D- Ele merece o prêmio.
Ação

3- Faça um quadro em seu caderno e copie os verbos a seguir, colocando-os nas colunas correspondentes de acordo com a conjugação.
Assim:

1ª conjugação                2ª conjugação             3ªconjugação
Trabalhar                             ver                            assistir


Correu – correr = 2ª conjugação
Sofria – sofrer = 2ª conjugação
Pensarei – pensar= 1ª conjugação
Pulará – pular = 1ª conjugação
Abstraíamos – abstrair = 3ª conjugação
Atava – atar = 1ª conjugação
Ia – ir = 3ª conjugação
Sorriu – sorrir = 3ª conjugação
Resolveria – resolver = 2ª conjugação

4- Diga em que pessoa e número se encontram os verbos das frases abaixo:

A- Ela formou uma equipe.
3ª pessoa singular

B- Falaram bem de você.
3ª pessoa -plural

C- Eles pensaram que você tinha saído.
3ª pessoa-  plural

D- Nós gostamos do presente.
1ª pessoa- plural

E- Contei tudo à sua mãe.
1ª pessoa – singular

F- Nós vamos estudar juntos.
1ª pessoa plural


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO- RECONHECER INFORMAÇÕES NO TEXTO, SIGNIFICADO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES- 6° ANO

ASA CURTA
  Asa Curta era um passarinho já muito velho, mas que ainda não sabia voar. Ele tinha aprendido, em seus oito anos de vida, muita coisa que passarinho nenhum desse mundo nunca haveria de saber.
 Quem já viu passarinho nadar? – e esse nadava; quem já viu passarinho ler um livro? – e esse lia; quem já viu passarinho dançar? – e esse dançava tudo que é dança que gente sabe dançar: samba que nem o brasileiro, tango que nem o argentino, polca como os russos, valsa como os austríacos, baião e xaxado que nem os nordestinos, rock, tuíste, iê-iê-iê e essas danças todas que os americanos já inventaram. Até mesmo algumas que ninguém nunca dançou, que ele mesmo tinha inventado e até batizado: o saracoteio, o vira-e-mexe, o passodo-passarinho, a dança-do-bico-pro-ar...
  E havia ainda muita coisa mais que o Asa Curta fazia, diferente de tudo quanto os outros passarinhos sabiam fazer. Ele era mesmo um artista, desses de ganhar prêmio em programa de televisão: dava cambalhota como gente de circo, levantava galho de árvore com uma pata só, imitava voz de homem e voz de mulher, assoviava comendo alpiste...
Mas de que adiantava fazer tudo isso – e muito mais, que ele só não fazia porque senão os outros iam pensar que ele era um passarinho louco – , de que adiantava tudo isso, se ele não sabia fazer o que o mais novo e o mais analfabeto passarinho de qualquer floresta ou de qualquer cidade era capaz de fazer? De que adiantava ser o passarinho mais famoso que já houve na terra dos passarinhos, se ele não sabia voar?
  – Não adianta nada! – queixava-se o velho Asa Curta, em conversas com Andorinha Veloz, sua maior amiga e a única criatura que conhecia esse seu segredo de não saber voar. – Mas você é o passarinho mais perfeito que todo o mundo já viu, Asa Curta! Sabe fazer casa como o João de Barro, canta que nem um Curió. E, depois, é artista de dar inveja a toda a gente.
  É, a Andorinha Veloz tinha razão: ele podia fazer tudo isso, mas não se sentia nem um pouco feliz porque não era capaz de voar. E por isso ele tinha poucos amigos: como ia ter coragem de dizer para eles que não sabia voar? Por isso ele nunca tinha pensado em se casar: depois, como ia fazer para ensinar seus filhotes a voar, e para arranjar comida pra eles e pra sua mulher? (...)
 Mas tristeza mesmo ele tinha era quando seus amigos chegavam de viagem. Um dia era o Pardal Ambulante, que tinha visitado a Argentina e corria logo pra contar ao Asa Curta:
 – Mas é impressionante, companheiro, como que o povo lá dança tango igualzinho você sabe dançar.
  No outro dia, era o Pica-Pau Leva-e-Traz, que tinha ido até a Rússia vender pau-brasil e comprar madeira russa para os pica-paus brasileiros.
 – Nossa, Asa Curta, eu vi o pessoal dançando na rua uns troços do mesmo jeito que você dança aqui.
 Era a polca, que Asa Curta tinha aprendido a dançar lendo uns livros russos. Ele morria de vontade de ver como é que cada povo dançava a sua dança, mas não podia chegar a lugar nenhum só andando. E então, quando os outros passarinhos lhe perguntavam por que ele não viajava também, Asa Curta saía sempre com desculpas:

QUESTÃO 01.  
Após leitura atenta do texto, é CORRETO afirmar que Asa Curta
A (  ) vive um dilema muito grande por ser diferente, mas não deixa de fazer absolutamente nada do que os outros pássaros fazem.
B (  ) acostumou-se com sua diferença, não vendo mais necessidade de ser igual ou parecido com os outros pássaros.
C (  ) dedica-se a levar uma vida plena de realizações, embora deseje, também, realizar os feitos que sua diferença o impedem de fazer.
D (  ) acostumou-se a ser diferente e, mesmo não podendo fazer tudo, sente-se realizado e feliz.
E (  ) vive um dilema grande, uma vez que sua diferença o isolou do convívio com os demais pássaros.

QUESTÃO 02.
Observe o trecho: “ – Mas você é o passarinho mais perfeito que todo o mundo já viu, Asa Curta! Sabe fazer casa como o João de Barro, canta que nem um Curió.” A palavra em destaque, de acordo com os padrões normativos da gramática, deveria ser grafada com letra minúscula e hífen. No entanto, ao escrevê-la utilizando letra maiúscula, infere-se que o objetivo do autor do texto é
A (  ) destacar uma ideia caracterizadora do ser.
B (  ) generalizar o ser, colocando-o como um ser que possui vivência singular e autônoma.
C (  ) particularizar o ser, ou seja, um nome comum passa a ser individualizado. D (  ) particularizar o ser, mostrando-o sob um aspecto comum.
E (  ) reforçar o aspecto genérico do ser, já que o vocábulo, na forma em que foi escrito, estende seu significado aos demais seres da espécie.

QUESTÃO 03.
Quanto à conduta de Asa Curta, conclui-se que ele é um pássaro
A (  ) vivaz, sem conflitos e que não se importa com a opinião alheia.
B (  ) autêntico, feliz e plenamente realizado.
C (  ) confiante, alegre e, apesar de suas limitações, satisfeito com a vida.
D (  ) ativo, inteligente e preocupado com a opinião dos outros em relação a suas atitudes.
E (  ) criativo, autêntico e acomodado em sua realidade.

QUESTÃO 04.
A palavra “queixava-se” não poderia ser substituída, no contexto, por
A (  ) orgulhava-se.
B (  ) lamentava-se.
C (  ) desgostava-se.
D (  ) lastimava-se.
E (  ) lamuriava-se.

QUESTÃO 05.
A única opção em que a troca do vocábulo destacado pela palavra que está entre parênteses altera completamente o sentido dos trechos é
A (  ) “...imitava voz de homem e de mulher...” (reproduzia).
B (  ) “... os outros iam pensar que ele era um passarinho louco...” (imaginar).
C (  ) “...ele já estava cansado desse conhecimento só de livros.” (enjoado).
D (  ) “Ou, então, era obrigado a dizer uma mentira qualquer” (forçado)
E (  ) “... como ia ter coragem de dizer para eles que não sabia voar?” (porque).

QUESTÃO 06
Com base na leitura do texto, a proposição INCORRETA é que
A (  ) “mas” introduz uma ideia de oposição.
B (  ) o termo “tudo isso” se refere ao fato de Asa Curta poder voar.
C (  ) a palavra “quando” expressa a mesma circunstância da expressão “um dia”.
D (  ) a palavra “se” estabelece, no contexto, uma idéia de condição.
E (  ) o vocábulo “amiga” refere-se a Andorinha Veloz.

Gabarito

1C/ 2C/ 3D/ 4A/ 5E/ 6B

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO-RECONHECER INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS E EXPLÍCITAS NO TEXTO,INTERPRETAR EFEITOS DE SENTIDO DECORRENTES DE VARIEDADES LINGUÍSTICAS E ESTILÍSTICAS USADAS EM UM TEXTO-8° ANO

Leia este poema, de Carlos Queiroz Telles:

Este corpo que agora me veste
ainda é casca
e casulo
de um outro bicho
que cresce.

Esta capa que me acompanha
desde os tempos
de criança
desce inútil aos meus pés.

Sou a ponte
que me liga.

Sou o gesto
que me une.

Sou o fui
e o serei.
Este tempo
que me guarda
para um outro
amanhecer
é lembrança e
é promessa,
recordação e
esperança,
morte e vida
enoveladas
na meada
das mudanças.
 (Sementes de sol. São Paulo: Moderna, 1992. p. 36-7.)


QUESTÃO 1
Leia estas afirmações.
l. Quanto às ideias que apresenta, esse texto pode ser dividido em duas partes. II. A 1ª parte reúne as estrofes 1 e 2 e trata das transformações físicas do eu lírico.
III. A 2ª parte é formada apenas pela última estrofe, que trata da identidade do eu lírico em um momento de mudanças.
IV. Na 1ª parte, o eu lírico compara-se a um animal em transformação. Com base nessas afirmações, pode-se concluir que
A) apenas a III está correta.
B) III e IV estão corretas.
C) II e III estão corretas.
D) I, II e IV estão corretas.

QUESTÃO 2.
Na 2ª estrofe, o eu lírico faz referência a uma capa, que “desce inútil” a seus pés, como se ele estivesse se despindo de uma “roupa” que o acompanhara por longo tempo. De que tipo de roupa ele estaria se desfazendo?
A) Da “roupa” (ou do papel) de criança.
B) Dos sentimentos contraditórios.
C) Das mudanças.
D) Das recordações.

QUESTÃO 3.
Ao comparar-se a um animal em transformação, na 2ª parte do texto, o eu lírico tenta definir a si mesmo, fazendo uso de linguagem figurada. Nos versos “Sou o fui / e o serei”, os verbos destacados são substantivados. Que substantivos podem substituir esses verbos sem que haja mudança de sentido?
A) Passado e futuro.
B) Recordação e esperança.
C) Mudanças e lembrança.
D) Tempo e promessa.

SÃO OS HORMÔNIOS QUE FALAM POR ELE
O “não” que o jovem diz aos adultos é muitas vezes mera reação química
  Uma das principais características aparentes da adolescência é que é nessa fase que o garoto começa a dizer "não". Mais do que isso. O "não" é a sua resposta pronta a todas as perguntas. "Quer tomar banho?" "Não." "Vista um agasalho porque está frio." "Não." "Vá fazer o dever de casa." "Não." É necessário pensar um pouco sobre o significado desse "não". Não se trata apenas de uma resposta recorrente. É mais do que isso. O "não" organiza o mundo interno de um adolescente. O cérebro de um rapaz nessa fase é como um exército repentinamente surpreendido pelo ataque de um inimigo - no caso, os pais com suas ordens. Apanhados distraídos no acampamento, os soldados desse batalhão precisam de um tempo para se preparar para o combate. O "não" faz com que eles ganhem tempo para essa preparação. Defendido e organizado, o comandante desse exército - seu filho - poderá até tomar banho, vestir o agasalho ou fazer o dever de casa. Mas ele fará isso porque ELE quer. Afinal, o adolescente não é mais uma criança que apenas obedece a ordens. Ele está na fase de questionar, entender e aceitar apenas o que julgar justo ou coerente. Mesmo que sua percepção do que seja "justiça" ou "coerência" pareça completamente amalucada.

QUESTÃO 4.
A adolescência é um período de muitos questionamentos. Segundo o texto, por que o adolescente sempre se opõe a tudo o que lhe é dito?
A) Porque ele sempre se opõe a tudo, uma vez que não consegue compreender os adultos.
B) Porque não é mais criança e não obedece a ordens.
C) Porque ele precisa de um tempo para pensar melhor sobre o assunto, enquanto desvenda as frequentes “investidas dos adultos”.
D) Porque ele tem a percepção prejudicada pelos hormônios.

QUESTÃO 5.
Como se explica que o adolescente, às vezes, acate as ordens dos pais?
A) Porque ele pode ter interesse pela proposta feita pelos pais. Então, ele analisa e toma suas próprias decisões, que podem coincidir com o que os pais desejam.
B) Porque, às vezes, ele é apanhado distraído.
C) Porque, às vezes, ele teme as reações dos pais.
D) Porque, às vezes, ele sente-se inseguro e concorda com os pais.

QUESTÃO 6.
De acordo com o texto, a atitude de independência do jovem é normal?
A) Não, pois o adolescente não é um adulto e não precisa assumir responsabilidades.
B) Sim, pois o adolescente já é praticamente um adulto, mas não precisa assumir suas opções.
C) Não, pois o adolescente age apenas por impulso, “bombardeado” pelos hormônios.
D) Sim, pois o adolescente já é praticamente um adulto, precisa fazer suas opções e assumi-las.

QUESTÃO 7.
Anda logo, que você já está atrasado!” Em que pessoa gramatical essa forma do imperativo está conjugada?
A) Ela está conjugada na 2ª pessoa do singular.
B) Ela está conjugada na 3ª pessoa do singular.
C) Ela está conjugada na 2ª pessoa do plural.
D) Ela está conjugada na 1ª pessoa do plural.


GABARITO

1D/ 2A/ 3A/ 4C/ 5A/ 6D/ 7A/ 

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO- RECONHECER A ORGANIZAÇÃO TEMÁTICA DE UM TEXTO, INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS,ALTERAÇÕES DE SINAIS DE PONTUAÇÃO,ORDEM DE COLOCAÇÃO, CONCORDÂNCIA...,8° ANO

A TURMA

  Eu também já tive turma, ou melhor, fiz parte de turma e sei como é importante em certa idade essa entidade, a turma.
  A gente é um ser racional, menos quando em turma. Existe, por exemplo, alguma razão para um grupo de pessoas sentar todo dia numa escadaria ou meio-fio e passar horas conversando?
  Você pode falar a um filho, por exemplo, que refrigerantes engordam e chocolates dão mais espinhas em quem já está na idade das espinhas. Ele nem ouvirá. Mas, se um dia a turma resolver, ele passará a tomar só água com limão e pegará nojo de chocolate.
  Você pode falar que cabelo tão comprido é incômodo, calorento, atrapalha, mas que nada, ele te pedirá dinheiro para comprar mais xampu. Agora, se a turma resolver cortar careca, ele aparecerá de repente careca no café da manhã e nem quererá falar no assunto – qual o problema em cortar careca?         Você pode dizer que bossa nova é bom, e mostrar jornais e revistas, provar que só “Garota de Ipanema” já recebeu centenas de gravações em todo o mundo, mas ele aumentará o volume do rock pauleira ou da tecno-bost. Até o dia em que alguém da turma aparece com um CD de bossa nova e ele troca Axel Rose por Tom Jobim de um dia para o outro. A turma tem modas, como quando resolvem todos arregaçar as barras das calças, que usavam arrastando pelo chão.
   A turma tem traumas, como quando o namoradinho de uma se apaixona pela namoradinha de outro e ...
   A turma tem linguagem própria, uma variante local de um ramal regional da vertente adolescente da língua.
  A turma adora sentar na calçada e na praça e falar sobre o que viram em casa na televisão. A turma tem duplas de amigos e amigas mais chegados, e trios, e quartetos, que num grande minueto anarquista se misturam nas festas de aniversário.
  Ninguém da turma dança até que alguém da turma começa a dançar, aí dançam todos trocando de par até acabarem dançando todos juntos como turma que são.
  Um da turma se tatua, todos da turma querem se tatuar.
  Um bota uma argola no nariz, os outros, para variar, botam no lábio, na sobrancelha e na orelha e...
  A turma é isso aí, cara, uma reunião diária de espinhas e inquietações, habilidades e temperamentos, o baralho das personalidades se misturando, o jogo das informações e dos sentimentos rolando nas conversas sem fim, nas andanças sem cansaço, nas músicas compartilhadas, no refri com três canudos e uma empadinha pra quatro.
 Na turma pouco dá pra todos, todo mundo divide, cada um contribui, a turma se une partilhando e repartindo. A turma ri como só na turma se ri.
 A turma julga quando erramos.
 A turma castiga com silêncios e ironias.
 A turma te chama, te reprime, te liberta, te revela, te rebela, te maltrata, te orgulha, te ama e te envolve, te afasta e te atrai, mas a turma é assim porque a turma é a turma.
 Até o dia em que – disse a todos meus filhos – cansamos de ter turma e passamos a ser gente. E todos me disseram que sou um chato, mas o primogênito hoje já concorda: o tempo da turma passa.
 Mas, aqui entre nós, como dá saudade!
PELEGRINI, Domingos. Ladrão que rouba ladrão e outras crônicas. São Paulo: Ática, 2004.

QUESTÃO 01.
Conforme sugere o título, o texto tem como tema a turma. Que aspecto relacionado ao tema é abordado nele de modo especial?
A) A influência da família e da sociedade sobre o comportamento do adolescente.
B) A influência do grupo de adolescentes sobre cada um de seus integrantes.
C) A influência dos pais dos adolescentes sobre a turma.
D) O sentimento de revolta do adolescente em relação às pressões do grupo social.

QUESTÃO 02.
Indique, entre os itens que seguem, aquele que traduz melhor a postura do narrador em relação ao tema abordado.
A) Com um olhar adulto e distanciado, o narrador faz uma crítica ao comportamento infantil e dependente dos adolescentes que participam de uma turma.
B) Com uma visão saudosista, o narrador se lembra dos bons momentos que viveu com sua turma e do quanto foi feliz naquela época.
C) O narrador faz uma reflexão crítica sobre o comportamento dos adolescentes que vivem em turmas, mas dá ao tema um enfoque pessoal e sentimental.
D) De uma maneira impessoal, o narrador faz uma reflexão crítica sobre o comportamento dos adolescentes que vivem em turmas.

QUESTÃO 03.
No trecho “Na turma pouco dá pra todos, todo mundo divide, cada um contribui”, que princípio ou valor é destacado positivamente no comportamento da turma?
A) a inveja, a ganância.
B) as partilha, a indiferença.
C) a solidariedade, a partilha.
D) a felicidade, a alegria.

QUESTÃO 04.
No 2º parágrafo, o narrador afirma que, quando em turma, o adolescente perde a racionalidade. Para comprovar seu ponto de vista, ele apresenta argumentos embasados no comportamento dos adolescentes. Qual argumento NÃO foi utilizado pelo autor?
A) Ficar horas conversando sentados num meio fio.
B) Trocar o hábito de comer chocolate por tomar só água com limão.
C) Trocar o uso de cabelo comprido pelo corte careca.
D) Não assistir a programas de televisão.

QUESTÃO 05.
Considerando o texto I, é CORRETO afirmar:
A) defende um ponto de vista.
B) narra fatos fictícios.
C) transmite conhecimentos.
D) orienta comportamentos.

QUESTÃO 06.
Assinale, entre as alternativas abaixo, a que apresenta uma oração com sujeito oculto.
A) “o tempo da turma passa.”
B) “A turma castiga com silêncios e ironias.”
C) “A gente é um ser racional...”
D) “... fiz parte da turma...”

QUESTÃO 07.
Releia a frase: “Agora, se a turma resolver cortar careca, ele aparecerá de repente careca no café da manhã e nem quererá falar no assunto – qual o problema em cortar careca?” Os verbos em destaque expressam:
A) ideia de uma ação ocorrida no passado e anterior a outra ação também passada.
B) ideia de uma ação futura que ocorreria desde que uma condição fosse atendida antes.
C) ideia de uma ação habitual ou contínua.
D) ideia de uma ação que ocorrerá num futuro em relação ao tempo atual.

QUESTÃO 08.
De acordo com a nova regra de ortografia, qual sequência de palavras se encaixa no mesmo grupo de acentuação?
A) incômodo / própria.
B) primogênito / alguém.
C) silêncios / aniversário
D) aí / três

QUESTÃO 09.
Em qual das orações um pronome substantivo NÃO foi destacado?
A) “E todos me disseram que sou um chato (...)”.
B) “Ele nem ouvirá.”
C) “Até o dia em que – disse a todos meus filhos (...).”
D) “A turma te chama”.


GABARITO

1B/ 2C/ 3C/ 4D/ 5A/ 6D/ 7D/ 8C/ 9C

ATIVIDADES DE INTERPRETAÇÃO- RECONHECER INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS E EXPLÍCITAS, GÊNERO TEXTUAL,PAPEL SINTÁTICO, SEMÂNTICO E DISCURSIVO DE ARTICULADORES...,7° ANO

O MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

   Eu me sinto um dinossauro. Surpreso, mas fascinado com este mundo em turbilhão. Vou fazer 60 anos em dezembro. Quase tudo que me cerca era inimaginável quando eu era criança. O mundo foi reinventado diante de mim, estes anos todos. Na minha infância, em Marília, no interior de São Paulo, não havia televisão. Telefone só para a elite. Era preciso se inscrever e aguardar cinco, seis anos para a instalação de uma linha. Ou comprá-la a peso de ouro, de alguém que a transferisse, manobra impensável para minha família de orçamento limitadíssimo. Hoje o mundo é dos celulares. Recentemente, meu aparelho caiu no chão e quebrou. Entrei em surto até conseguir outro, novinho, em que coloquei o mesmo chip. Aposto que já tem psicólogo tratando crise de abstinência de celular. A primeira televisão de minha família, quando me mudei para São Paulo, aos 15 anos, era em preto e branco. O tempo voou. E com ele as invenções se insinuaram na minha vida: TV colorida, CD, videocassete, DVD e Blu-ray. Quando dou palestras em escolas, tento explicar como era a vida sem e-mail e videogame. Crianças e adolescentes me encaram desconfiados. Devem achar que sou maluco. Estão certos que não havia civilização antes do Google e da Apple. Já pensei em criar um conto de fadas para explicar. Algo assim:
  – Há muitos e muitos anos, em um tempo em que não existiam e-mail, Twitter ou Facebook, vivia uma linda princesa...
    Decidi ser escritor aos 12 anos, quando descobri os livros de Monteiro Lobato, emprestados por uma vizinha. Sonhava com uma máquina de escrever. Ainda lembro da tarde, aos 13 anos, em que meu pai subiu as escadas de nosso sobradinho e anunciou o presente: uma Olivetti portátil, comprada à prestação. Papai era ferroviário, e a máquina pesou nas contas. Mas eu queria ser escritor, o que fazer? Em seguida me inscreveu num curso de datilografia, em que aprendi a batucar o teclado com todos os dedos. (Os cursos de datilografia também sumiram, junto com as máquinas de escrever, é claro.)
   Agradeço papai para sempre. Hoje sou autor da Rede Globo. Escrevo os capítulos das novelas com muita velocidade. Sorte minha ser datilógrafo formado.
   Comprei meu primeiro computador pessoal com pouco mais de 30 anos. O protecionismo nacional na área de informática era absurdo. O tal computador parecia movido a lenha. Mas adorei. Principalmente porque acabou a guerra com os vizinhos do prédio que não suportavam o plec, plec, plec da máquina, pois sempre escrevi de madrugada. Na ocasião, eu trabalhava como editor em uma grande revista. Um colega torceu o nariz. Achava o computador algo muito esquisito. Mostrei a enorme redação repleta de máquinas de escrever. Banquei o futurólogo:
  – Um dia todas serão trocadas por computadores.
  – Duvido!
  Não demorou cinco anos. Assisti à informatização do jornalismo. Foi cruel, como em outras áreas. Muitos ganharam estágios para absorver a nova tecnologia. Outros não. E acabaram expelidos do mercado de trabalho. Cheguei a ajudar um ex-diretor de arte a arrumar vaga de zelador de prédio. Há uma necessidade constante de me manter atualizado. Sempre existe um novo programa, aparelho, invenção à espera. Sou autor de livros, novelas de televisão, peças de teatro, crônicas e inumeráveis artigos. Ganhei prêmios. Mas acabo derrotado por qualquer garoto de 8 anos, capaz de, diante de um modelo novo de celular, desvendar no ato programas que incineram meus neurônios.
  Cursei alguns anos de faculdade de história, na Universidade de São Paulo. Tento me distanciar e entender o que se passa. Creio que, daqui a 100, 200 anos, um historiador vai olhar para a minha, a sua vida e teorizar que vivemos no bojo de uma mudança de Era. Tão profunda quanto a da Antiga para a Média e desta para a Moderna e a Contemporânea. Qual será o fato que determinou a passagem? A invenção do iPad? Steve Jobs terá a mesma importância de Colombo? Seremos, eu e você, objetos de estudo. Até neurológico.
 – Como os cérebros se adaptaram a tantas mudanças? As invenções são o aspecto mais visível de roupas, restaurantes, livros, viagens, teorias, jeitos de ser e de amar. Vou escrever sobre a realidade em contínuo movimento. Sobre nossa época, desafiadora e fascinante. E contar como meus miolos fervem ao descobrir que alguma coisa inexistente até ontem se tornou absolutamente essencial, e já não posso viver sem ela. Nos anos 1960, os hippies anunciavam o advento da Era de Aquário. Pois é. Seja qual for o nome, a Nova Era já chegou.
 CARRASCO, Walcyr. Época. São Paulo, 3 out. 2011, p. 108.


QUESTÃO 01.
Walcyr Carrasco é um dos mais consagrados escritores da atualidade, principalmente pela linguagem comunicativa e envolvente que utiliza. Nessa crônica jornalística, ele aborda um assunto de grande interesse por se relacionar com nosso cotidiano. Qual é o assunto do texto?
A) O autor comenta as mudanças tecnológicas que ocorreram desde sua infância e que continuam a alterar a vida da maioria das pessoas, inclusive a dele.
B) O autor narra como nasceu seu sonho de ser escritor e como seus pais ajudaram-no nesta conquista.
C) O autor questiona a informatização do jornalismo.
D) O autor afirma que hoje o mundo é dos celulares e critica os pais que deixam crianças pequenas fazerem uso desses aparelhos.

QUESTÃO 02.
O que o cronista quis dizer nesta frase “Eu me sinto um dinossauro”?
A) Como o autor escreve novelas, peças de teatro, crônicas e inumeráveis artigos, ele acha o computador algo muito esquisito.
B) Como a autor sente-se ultrapassado, ele acredita que não conseguirá absorver a nova tecnologia.
C) Como o autor faz parte de uma geração mais velha, ele acredita que nunca será uma pessoa atualizada.
D) Como o autor faz parte de uma geração mais velha, ele se julga ultrapassado em relação às diversas novidades que dominam o mercado tecnológico, mesmo sendo uma pessoa atualizada.

QUESTÃO 03.
No 1º parágrafo, Walcyr conta um pouco de seu passado, comparando-o a sua vivência presente. Em que frase desse parágrafo há uma referência irônica à dependência das pessoas no uso do celular?
A) “Recentemente, meu aparelho caiu no chão e quebrou”.
B) “Aposto que já tem psicólogo tratando crise de abstinência de celular”.
C) “Telefone só para a elite”.
D) “Entrei em surto até conseguir outro, novinho, em que coloquei o mesmo chip.”

QUESTÃO 04.
Identifique a frase que melhor substitui esta “O tal computador parecia movido a lenha”.
A) O computador do autor estava ultrapassado.
B) O computador adquirido era de fato pouco eficiente.
C) Aquele computador era bem lento, se comparado aos atuais.
D) O computador dele tinha poucos recursos.

QUESTÃO 05.
Por que, segundo o autor, a informatização “foi cruel” não só no jornalismo, mas também em outras áreas?
A) Porque as máquinas de escrever foram substituídas pelos computadores.
B) Porque os computadores trouxeram mudanças nas redações dos jornais.
C) Porque a tecnologia acarretou uma série de mudanças, em especial, no mercado de trabalho, alterando a vida de muitas pessoas de forma rápida e radical.
D) Porque muitos jornalistas ganharam estágios para absorver a nova tecnologia.

QUESTÃO 06.
Sobre o vocábulo datilografia, afirmamos:
l. Possui um ditongo.
II. Possui doze letras.
III. Possui onze fonemas.
IV. Possui um dígrafo.
A) Estão corretas só as duas primeiras alternativas.
B) Nenhuma das alternativas está correta.
C) Está incorreta a terceira alternativa.
D) Está correta apenas a segunda alternativa.

QUESTÃO 07.
No trecho “Não demorou cinco anos”, a palavra em negrito é um determinante de um substantivo.
Marque a opção em que todas palavras sublinhadas exercem a mesma função.
A) “Cursei alguns anos de faculdade de história, na Universidade de São Paulo.”
B) “Comprei meu primeiro computador pessoal com pouco mais de 30 anos.” 
C) “– Como os cérebros se adaptaram a tantas mudanças?”
D) “Vou fazer 60 anos em dezembro.”

QUESTÃO 08.
A crônica é uma narrativa curta e leve, baseada em fatos do cotidiano, reais ou imaginários. Assinale o possível objetivo com que pode ter sido escrita essa crônica.
A) Descrever seres, paisagens e conceitos.
B) Expor informações, transmitir conhecimentos.
C) Relatar fatos reais e fazer o leitor refletir sobre um fato.
D) Fazer com que o interlocutor tome alguma atitude.

QUESTÃO 09.
De acordo com o registro culto e formal da língua, os vocábulos acentuados, respectivamente, pelas mesmas razões de “portátil”, “futurólogo”, “família”, são:
A) “visível”, “limitadíssimo”, “prédio”.
B) “capítulo”, “infância”, “alguém”.
C) “inimaginável”, “psicólogo”, “neurológico”.
D) “estágios”, “você”, “inumeráveis”.

QUESTÃO 10.
Releia a frase “Papai era ferroviário, e a máquina pesou nas contas”. O verbo destacado:
A) Expressa uma ação possível, hipotética.
B) Indica um fenômeno natural.
C) Está na 3ª pessoa do discurso, no singular.
D) Expressa uma ação que está ocorrendo no momento da fala.
Colégio Sólido

GABARITO

1A/ 2D/ 3B/ 4C/ 5C/ 6D/ 7B/ 8C/ 9A/ 10C